💥 O ex-presidente Jair Bolsonaro, que cumpre prisão domiciliar temporária em Brasília, precisou de autorização do STF para consertos na residência. O ministro Alexandre de Moraes liberou a entrada do profissional Emivaldo Pereira Dias para reparar vazamentos e estruturas em três dias específicos.Jair Messias Bolsonaro
💥 Regras duras: o prestador de serviços passará por vistoria prévia e não poderá entrar na casa com celular ou aparelhos eletrônicos.
A rotina de Jair Bolsonaro sob o regime de prisão domiciliar continua sob o monitoramento implacável e milimétrico do Supremo Tribunal Federal. O ministro Alexandre de Moraes emitiu uma decisão oficial para autorizar a entrada de um profissional de serviços gerais, conhecido como "faz-tudo", na residência onde o ex-presidente cumpre pena em Brasília. Como as regras vigentes da prisão temporária de 90 dias só permitem o ingresso automático de familiares, advogados e fisioterapeuta, a defesa de Bolsonaro foi obrigada a protocolar um pedido formal na Justiça para conseguir realizar reparos básicos no imóvel.
💥 O profissional Emivaldo Pereira Dias foi escalado para executar serviços essenciais, como conserto de vazamento hidráulico, manutenção de esquadrias e vistoria nas instalações da área externa. Moraes reconheceu a necessidade das manutenções, mas fixou datas e horários rígidos para a ação ocorrer. Além disso, o ministro determinou um protocolo de segurança severo: o trabalhador será submetido a uma vistoria policial antes de entrar e estará terminantemente proibido de portar telefones celulares ou qualquer equipamento eletrônico, que deverão ficar retidos em depósito com os agentes de segurança. (Equipe #politicarapida)
Sem banco brasileiro na lista do OFAC até hoje, mas a primeira leva de sanções saiu e o tarifaço entrou em vigor:
■1. Sanções PCC/CV - o que mudou desde sábado:
☺No dia 1º de julho o OFAC anunciou a primeira medida pós-designação como terroristas: sanções contra dois cidadãos brasileiros, três empresas brasileiras e uma empresa portuguesa por vínculos com o PCC. Foi a primeira decisão de Washington desde que os grupos foram classificados como terroristas.
☺Até agora nenhum banco brasileiro foi sancionado nominalmente. O alerta continua: a responsabilidade do OFAC prevê que a ausência de conhecimento não basta como defesa, e as penalidades podem incluir multas, bloqueio de ativos nos EUA e impedimento de operar em dólar. Bancos, fintechs e exportadores que mantenham relação ainda que inadvertida com interpostas pessoas das facções podem ser enquadrados.
Sobre o Pix, sem impacto operacional reportado hoje. O risco segue sendo indireto, de compliance.
■2. Tarifaço de 25%:
Confirmado. O USTR anunciou que o Brasil seria alvo de sobretaxa de 25% por supostas práticas desleais como Pix e desmatamento, e a tarifa entrou em vigor na quarta-feira. Outras apurações citam entrada em vigor em 22 de julho para uma parte dos produtos. Produtos isentos citados incluem frutas, petróleo bruto, farmacêuticos, químicos orgânicos e fertilizantes.
As manchetes estão bem movimentadas, entre eleições 2026, economia e o cenário internacional. Vejamos...
☻ Política Brasileira
■1. Lula fala em defesa nacional e ataca adversários
Em entrevista ao ICL Notícias nesta semana, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva disse que o cenário geopolítico global obriga o Brasil a pensar em defesa e segurança com mais seriedade. Na mesma fala, criticou o que chamou de "um cidadão que acha que é imperador" e acusou pré-candidatos como Flávio Bolsonaro (PL) e Ronaldo Caiado (PSD) de quererem "vender o Brasil".
■2. Eleições 2026 no ar
A Globo começou as sabatinas com os presidenciáveis. Os seis mais destacados nas pesquisas da última semana foram entrevistados. Os dois que estão (segundo pesquias, empatados), Flávio Bolsonaro e Lula da Silva foram entrevistados na quinta-feira (Lula) e na sexta-feira (Flavio) com transmissão simultânea na TV Globo, GloboNews e g1. É parte da operação integrada com 4,4 mil profissionais para cobrir as eleições.
■3. Facções classificadas como terroristas pelos EUA
O ministro da Fazenda, Dario Durigan, alertou que a decisão dos EUA de designar as duas maiores facções criminosas do Brasil como organizações terroristas pode impactar a economia em várias frentes, inclusive colocando em risco investimentos estrangeiros. Ele falou em entrevista à GloboNews nesta sexta.
☻📉 Economia
■. Confiança despenca em agosto
Indústria: maior queda em um ano. O Índice de Confiança da Indústria (ICI) da FGV caiu 3,5 pontos, para 93,7 pontos, com arrefecimento da demanda e acúmulo de estoques.
Consumidor: recuou pelo 4º mês seguido para 84,7 pontos, o menor nível desde novembro de 2022.
■. Fluxo cambial e mercados
Brasil registrou fluxo cambial total negativo de US$ 2,552 bilhões em agosto até o dia 21, segundo o Banco Central. Pelo canal financeiro, a saída foi de US$ 5,954 bi. No exterior, petróleo em queda forte. O Brent fechou em baixa de 5,31% a US$ 94,29 e o WTI caiu 5,55%, com investidores de olho nas negociações de paz entre EUA e Irã.
☻🌍 Mundo
■. EUA x Irã
O noticiário internacional gira em torno do Irã:
Trump disse que ainda há questões a serem resolvidas nas negociações de paz.
O Comando Central dos EUA (CENTCOM) afirmou que o Estreito de Ormuz, rota fundamental para o petróleo, não está fechado, apesar de declarações de autoridades iranianas. 1705
☻É a maior crise Brasil-EUA do ano.
■O que os EUA fizeram
☺No dia 28 de maio de 2026, o Departamento de Estado americano anunciou a designação do Primeiro Comando da Capital (PCC) e do Comando Vermelho (CV) como Terroristas Globais Especialmente Designados (SDGTs) e como Organizações Terroristas Estrangeiras (FTOs), com vigência a partir de 5 de junho de 2026.
☺No comunicado assinado pelo secretário de Estado Marco Rubio, os EUA dizem que CV e PCC são "duas das organizações criminosas mais violentas do Brasil", comandam milhares de membros, orquestraram ataques brutais contra policiais e autoridades, e têm redes ilícitas que se estendem muito além das fronteiras do Brasil.
■Como surgiu
☺A designação veio poucos dias depois de Flávio Bolsonaro se reunir em Washington com Donald Trump e com o próprio Rubio. Na noite do anúncio, Flávio disse que tinha pedido a Trump que as duas facções fossem classificadas como terroristas.
☺O governo brasileiro vinha tentando evitar a medida, sob o argumento de que isso representa ameaça à soberania e que poderia abrir caminho para ação militar dos EUA no Brasil ou sanções contra bancos que, sem saber, fazem negócios com membros das facções.
■A reação do Brasil
Lula reagiu duro: "Não aceitamos ser tratados como moleques", disse em cerimônia da Petrobras em Sergipe, afirmando que o Brasil não aceita ser tratado "como se fôssemos uma republiqueta".
Ele ainda provocou: "Quer combater o crime organizado? Me entregue os nossos criminosos que estão lá nos Estados Unidos".
Nota oficial do governo disse que não aceitará "o uso de medidas arbitrárias vindas do estrangeiro como pretexto para atacar a soberania e a economia".
Vídeos falsos circularam logo depois mostrando blindados da PF no Rio como se fossem do Exército dos EUA, justamente após a classificação.
■Por que isso importa pra economia e segurança
☻É aqui que entra a notícia de hoje:
☺Risco para bancos: O ministro da Fazenda, Dario Durigan, disse que terá reuniões esta semana com autoridades dos EUA porque a designação pode gerar sanções a instituições financeiras brasileiras. Ontem ele já havia dito que a medida pode afetar a economia em várias frentes, inclusive colocando em risco investimentos estrangeiros.
☻Cooperação policial em xeque:
Fontes da área de segurança dizem que a designação ameaça romper uma histórica cooperação bilateral no combate ao tráfico de drogas e armas.
☻Primeiros efeitos práticos:
☺Já houve a primeira ação policial do governo brasileiro envolvendo pessoas sancionadas pelos EUA após a designação do PCC e CV como terroristas em junho.
Na prática, qualquer empresa, banco ou pessoa no mundo que faça negócio com alguém ligado ao PCC ou CV pode ser alvo de sanção americana - por isso o temor do setor financeiro.
☻Essa história começou em maio e escalou até virar tarifa e briga sobre o Pix. Aqui a linha do tempo com o que já está valendo hoje:
■A cronologia
☺28 de maio de 2026 - O Departamento de Estado anuncia: CV e PCC serão classificados como Terroristas Globais Especialmente Designados (SDGTs) e como Organizações Terroristas Estrangeiras (FTOs) a partir de 5 de junho.
☺5 de junho de 2026 - A medida entra em vigor. O documento assinado por Marco Rubio passa a valer nesta sexta-feira. É o mesmo modelo que os EUA usaram para cartéis do México, Venezuela, Equador e Colômbia.
☺Primeira quinzena de junho - A PF faz a primeira operação contra sancionados pelos EUA por suposta ligação com o PCC. Foi a primeira ação policial envolvendo pessoas sancionadas após a designação.
☺Junho/Julho - O Departamento do Tesouro chama o PCC de "a maior organização criminosa do Hemisfério Ocidental" e o governo Lula tenta blindar soberania. Vídeos falsos de blindados americanos no Rio começam a circular.
☺Agosto - Estamos aqui. Durigan diz que vai se reunir com autoridades dos EUA esta semana para tratar da designação e alerta que a medida pode afetar a economia e investimentos estrangeiros.
☻Por que virou tarifa e por que o Pix entrou no meio?
Poucos dias depois de classificar as facções como terroristas, o USTR (Representante Comercial dos EUA) recomendou taxar importações do Brasil em 25%.
■A justificativa oficial são duas frentes diferentes que se misturaram:
☻1. Tarifas por "práticas desleais"
O USTR abriu investigação pela Seção 301 da lei comercial americana, que classifica políticas econômicas do Brasil como "irrazoáveis" e prejudiciais ao comércio dos EUA. No documento, critica o Pix, dizendo que ele estaria prejudicando empresas de pagamento americanas como Visa, Mastercard e Whatsapp Pay.
☻2. O risco financeiro real
O governo brasileiro alertou que a decisão sobre facções pode levar a sanções que impactem bancos e transações no Pix.
Como funciona: quem entra na lista FTO/SDGT cai sob o controle do OFAC, órgão que aplica sanções. Instituições atingidas perdem acesso ao sistema financeiro dos EUA e ficam impedidas de transacionar em dólar.
■O medo em Brasília:
☺Bancos que, sem saber, movimentaram dinheiro ligado ao PCC/CV podem ser sancionados e, para se proteger, esses bancos poderiam se desconectar temporariamente do Pix por compliance, o que geraria falhas pontuais para quem usa
O governo repassou dados ao EUA na operação Carbono Oculto para rastrear bens, e teme que esses dados sejam usados como base para punir bancos
O Banco Central diz que a infraestrutura técnica do Pix não seria afetada, mas admite risco de perda de conectividade se um grande banco for isolado.
■O que pode acontecer agora?
☺Fontes do governo avaliam de "nenhuma ação adicional" até "sanções direcionadas a instituições específicas". E o Brasil ameaça responder com a Lei de Reciprocidade e deputados da base (PT, PCdoB, Rede, PSB) foram a Washington tentar desfazer o tarifaço.
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