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quarta-feira, 1 de abril de 2020

O efeito coronavírus no comércio

O negócio, hoje, é vender à distância
enquanto o covid-19 não for embora.

Para contornar a fuga de consumidores por causa da epidemia do covid-19 e a quarentena determinada por lei, o comércio em geral está usando a internet e as redes sociais para minorar o problema que é a fuga dos consumidores em favor do seu negócio.

Nos últimos dias, o comércio passou a sentir de perto os impactos da pandemia, com o sumiço de consumidores das ruas com o início da quarentena determinada por lei.

O uso da entrega em domicílio, liberada pelo governo estadual e pelos municípios (em alguns, como Ipanema "alguns" não essenciais também foram beneficiados) para não impactar tanto o caixa de restaurantes, bares e lanchonetes, listados como estabelecimentos que não podem abrir ao público.
E os pequenos considerados não-essenciais, como vestuário e calçados, normalmente lojas pequenas, mas que tem compromissos a saldar como disse Evelyne Araújo (Araújo Variedades), que convocou uma carreata para tentar sensibilizar o prefeito e ele liberar para que todos pudessem trabalhar, abrir suas lojas. Só que não apareceu ninguém!

Vários comércios estão atendendo sua clientela através de meia porta aberta e outras usam seus sites e páginas nas redes sociais com vendas à distância. "O que não dá -disse Evelyne- é sua loja parar de faturar de repente e com tantos encargos e compromissos a saldar". O comércio lojista depende exclusivamente de seus clientes e se parar, deixar de dar a atenção com o cliente está acostumado e, se parar, corre o risco de ser esquecida por quem elas dependem para faturar.

Mas, cumprindo ordens, a Polícia Militar acaba por mandar fechar asa "meias portas" com o aviso de que voltar a funcionar podem receber uma multa da prefeitura no valor de R$ 1 mil!

Como fazer para diminuir as perdas provocadas por essa quarentena?  O ideal é manter sua empresa em evidência com ações diferenciadas, olhando para o comportamento do consumidor até que tudo volte à normalidade.

Você, comerciante, pode fazer disparos no WhatsApp de panfletos com listas de produtos que se encaixem nas preferências dos clientes com preços, descontos, prazos de entrega e parcelamentos diferente dos seus concorrentes.

Uma sugestão é parcelar a venda no crédito, no cartão, com prazo para pagar a partir do momento da venda após 30 dias ou a combinar com o cliente. Além de estimular a compra, pode render a antecipação desse recebível em um momento turbulento como o que estamos atravessando

Cadastrar sua loja em marketplaces, que são, as plataformas de venda on-line do tipo Enjoei, Mercado Livre ou Elo7, e outros, resolvem a questão da logística para os pequenos, seja ela própria de cada empresa ou via Correios.

O próprio comerciante pode montar campanhas onde ele mesmo fará a entrega, uma vez que está de 'folga' forçada porque não pode abrir a loja. Com isso, o consumidor economiza no frete e ainda se sente mais próximo.

O momento, agora, é de usar a criatividade, criando ofertas de produtos para os clientes ligadas à situação atual e que chamem cliques nas vendas à distância: em vez de roupa de festa, vender "roupa-de-ficar-em-casa", como pijamas. Ou, com a higienização de ambientes em alta, montar "kits anti-coronavírus", com produtos de limpeza a preços acessíveis.

Agora, nesse momento, não dá para saber quanto tempo certos produtos vão ficar em estoque: uns podem render, mas outros podem ficar ultrapassados. O que der para o pequeno lojista fazer, seja dando descontos ou barateando preços para pelo menos repor o caixa que pode ficar descoberto por tempo indeterminado, faça. O negócio é se adaptar.

Para não perderem seus clientes, claro, mas ao mesmo tempo, ajudá-los a continuar vendendo, pequenos comerciantes de moda infanto-juvenil estão se reinventando e mantendo os negócios paralelamente às ações de combate ao vírus.

Em Ipanema, mercados como o Atacadão e o Smart, com grande movimento de clientes em dias normais, agora reduzidos devido ao coronavírus, estão divulgando para que seus clientes usem seus canais de venda a distância via telefone e aplicativo.

O inverno neste ano deve chegar mais cedo e o pequeno lojista deve ter produtos da época em seu estoque, pois na mudança de clima a resposta costuma ser bem intensa, como ocorreu no início do mês de março. Para isso, além de utilizar os canais a distância como WhatsApp, televendas e e-commerce, para fazer suas reposições, o ideal é manter a comunicação através das redes com seus clientes.

Fonte: (Texto original) Diário do Comércio
          (Texto modificado) Claudio Vianei/JBO