sexta-feira, 30 de janeiro de 2026

30jan2026 - Dólar em menor valor em 20 meses

 Dólar em menor valor em 20 meses
   O dólar caiu para R$ 5,19 e atingiu o menor valor em 20 meses. Em dia marcado pela volatilidade, a moeda americana fechou abaixo de R$ 5,20 pela primeira vez em quase dois anos. Afetada pela piora no mercado externo, a bolsa de valores interrompeu a sequência de recordes.
   Por que importa: Mesmo com a divulgação de indicadores importantes no Brasil, as negociações foram dominadas pelo mercado internacional. Em decorrência da queda do dólar, o mercado de ações teve um dia de ajustes e os investidores precisaram reagir para lidar com a instabilidade inicial.
   E agora? O mercado seguirá atento aos próximos indicadores econômicos e às decisões de política monetária no Brasil e no exterior. A cotação do dólar pode continuar oscilando conforme o cenário internacional e as expectativas sobre juros e crescimento econômico.

Saldo de empregos no Brasil
   O saldo de empregos formais em 2025 ficou em 1.279.498 vagas, o pior resultado desde o início da série histórica do Caged. Apesar de ainda positivo, o número ficou abaixo das expectativas do mercado e indica desaceleração na criação de postos de trabalho no ano passado.
   Por que importa: Embora o saldo seja positivo, o desempenho inferior ao esperado mostra que o mercado de trabalho perdeu fôlego no período, com crescimento menor do que em anos anteriores. Isso pode refletir desafios mais amplos na economia, afetando consumo, renda e confiança.
   E agora? As atenções se voltam para 2026 e os primeiros dados do ano, que poderão mostrar se a geração de empregos retoma vigor ou se a tendência de desaceleração persiste.

Silvicultura mineira e a agroindústria
   A silvicultura mineira tem impulsionado a produção tanto no campo quanto na agroindústria, fortalecendo cadeias produtivas ligadas ao setor florestal. O crescimento da atividade amplia a oferta de matéria-prima, movimenta a economia rural e reforça a integração entre produção agrícola e indústria, especialmente em regiões com forte vocação florestal.  
   Por que importa: A expansão da silvicultura gera emprego, renda e valor agregado, além de abastecer setores estratégicos da economia, como papel, celulose, energia e construção. O avanço da atividade contribui para o desenvolvimento regional e para a diversificação da base produtiva do agronegócio.

Canetas emagrecedoras irregulares na mira da RF
   As canetas emagrecedoras estão entre os produtos que mais foram apreendidos pela Receita Federal em 2025 em ações contra o contrabando e importação irregular de mercadorias estrangeiras em Minas Gerais. Os agentes retiraram de circulação, em média, quatro unidades por dia, de um total de 1.405 medicamentos, que precisa do aval da vigilância sanitária para circular.

FGC e credores do Banco Master
   O Fundo Garantidor de Créditos (FGC) afirmou que já realizou pagamentos de R$ 32,5 bilhões a 580 mil credores do Banco Master até a tarde de ontem. O montante corresponde a 80,05% do valor previsto e alcança 75% dos investidores com direito à garantia. A estimativa do FGC é da necessidade de aproximadamente R$ 40,6 bilhões para cobrir as garantias do caso.

Café sobe de preço e cai em consumo
   A alta nos preços derrubou o consumo de café no Brasil em 2025. Dados divulgados ontem pela Associação Brasileira da Indústria de Café (Abic) ilustram que a presença da bebida caiu 2,31% entre os meses de novembro de 2024 e outubro de 2025 em comparação com o mesmo período anterior.    Eram 21,9 milhões de sacas de 60 kg em 2024, sendo 21,4 milhões no ano passado.

Agro no centro da economia global
   No Fórum Econômico Mundial em Davos, mais de 60 chefes de estado e centenas de líderes empresariais debateram sobre temas como economia global, comércio, tecnologia, mudanças climáticas, desigualdade social e segurança. Em um contexto marcado por instabilidades, a agricultura deixou de ser tratada apenas como setor produtivo e passou a integrar o núcleo das discussões econômicas globais. São vários os motivos que colocaram o agro no centro dos debates visando a cooperação internacional. 

Brasil está virando uma Suíça…
   Segundo dados do IBGE... Os caras fizeram uma maquiagem pra dizer que a nossa taxa de desemprego está em 5,1%.
   Aí o jornal “O Globo” noticia isso pra fantasiar um mérito do governo Lula.
E você não ouse contestar os dados divulgados pelo PT.
   Nessa semana, a dona Ana Raquel Gomes da Silva, que trabalhava há 40 anos no IBGE, foi exonerada. O motivo? Ela denunciou que as pesquisas do IBGE são usadas como propaganda política.
Pois é… mudança do Brasil não é missão para fracos!
Somente com a vitória na guerra da cultura e informação é que a gente vai conseguir tirar o poder da esquerda. Então, vamos à luta. (Te Atualizei)

30jan2026 - O que está nos jornais pela região e pelo país

Saiu no Jornal Carangola: 
Enfermeiros passam a poder prescrever 
antibióticos. Decisão é contestada por médicos.

   Uma resolução do Conselho Federal de Enfermagem (Cofen) autorizou profissionais da categoria a prescreverem antibióticos e outros medicamentos, ampliando o rol de substâncias que podem ser indicadas por enfermeiros. 
   A medida foi justificada pelo órgão com base em leis já existentes e na atualização da Anvisa, que incluiu o registro de enfermeiros no sistema que monitora a compra e venda de antimicrobianos.
   Segundo o Cofen, a decisão busca agilizar o atendimento e ampliar o acesso da população a tratamentos básicos, especialmente em regiões com déficit de médicos. A resolução permite que enfermeiros formados e inscritos nos Conselhos Regionais façam prescrições aceitas diretamente pelas farmácias.
   O Conselho Federal de Medicina (CFM), no entanto, considera a medida ilegal e promete levar o caso à Justiça. Para a entidade, a prescrição de antibióticos deve ser restrita a médicos, já que envolve riscos de uso inadequado e resistência bacteriana.
   O embate entre os dois conselhos reacende a discussão sobre os limites da atuação de cada categoria na área da saúde. Enquanto o Cofen defende a autonomia dos enfermeiros e o impacto positivo na assistência, o CFM alerta para possíveis consequências clínicas e jurídicas da decisão. (Jornal Carangola)
   Com relação à matéria publicada no jornal, uma internauta (Vilma Santos) contestou o conteúdo com o seguinte comentário:
- "Que jornal desinformado! Enfermeiros podem prescrever desde 1986 com a lei 7498/86, lei do exército profissional da enfermagem, não é novidade nenhuma".
   A resposta veio de imediato, o jornal mostrando a realidade e do que trata a lei 7498/86. Veja: 
   Vilma Santos, Não. 
   O problema do seu comentário é confundir previsão legal genérica, com efeito, regulatório concreto.
   A Lei 7.498/86 nunca autorizou prescrição ampla e autônoma de medicamentos, muito menos antibióticos em balcão de farmácia. Ela limita a atuação do enfermeiro a protocolos institucionais e programas de saúde pública, sempre dentro de rotinas previamente aprovadas.
   O fato novo, que originou a matéria, é a resolução do Cofen associada à atualização da Anvisa, que passou a aceitar prescrições de enfermeiros diretamente no sistema de controle de antimicrobianos. Isso altera o impacto prático da norma, desloca responsabilidades clínicas e cria um conflito jurídico objetivo com o CFM.
   Quando se amplia prescrição de antibióticos, não estamos falando apenas de “categoria profissional”. Estamos falando de:
• responsabilidade civil por eventos adversos
• possível responsabilização penal em caso de dano ao paciente
• rastreabilidade de prescrições no sistema da Anvisa
• aumento do risco de resistência bacteriana (problema já tratado como emergência global pela OMS)
• judicialização futura no SUS
• definição objetiva de quem responde quando o protocolo falha
   A Lei 7.498/86 jamais criou prescrição livre. Ela condiciona a atuação a protocolos institucionais. O que mudou agora foi o efeito prático: aceitação direta em farmácias e ampliação do rol de medicamentos, incluindo antimicrobianos. Isso desloca responsabilidade clínica e jurídica. É exatamente por isso que o Conselho Federal de Medicina vai judicializar.
   Reduzir isso a “existe desde 1986” é tecnicamente errado e intelectualmente preguiçoso. Estamos falando de antibióticos, resistência bacteriana, rastreabilidade de prescrição, responsabilidade civil e penal, e segurança do paciente. Não é debate corporativo. É saúde pública.
   A reportagem apenas registrou o embate institucional e a mudança regulatória que motivou a reação nacional. Se isso é “desinformação”, então qualquer jornalismo que explique conflitos reais entre conselhos profissionais também seria.

Informação não é torcida.
Contexto não é ataque.
   E simplificação agressiva não substitui leitura jurídica nem compreensão sanitária.
   Jornalismo sério é feito com responsabilidade. Não simplifica conflito técnico. Ele mostra exatamente onde está a tensão.
   E é isso que a matéria fez. (Jornal Carangola)

*** 
O que é o COFEN 
   O Cofen (Conselho Federal de Enfermagem) é a autarquia federal responsável por normatizar, disciplinar e fiscalizar o exercício da profissão de enfermeiros, técnicos e auxiliares de enfermagem em todo o Brasil. 

Função e Atribuições
   O Cofen, juntamente com os Conselhos Regionais de Enfermagem (Corens), forma o Sistema Cofen/Conselhos Regionais, que atua para garantir a qualidade dos serviços de enfermagem e o cumprimento da Lei do Exercício Profissional da Enfermagem (Lei nº 5.905/73). 

Suas principais atribuições incluem:   Normatização e Fiscalização: Expedir instruções e normativas (Resoluções) para uniformizar procedimentos e fiscalizar o exercício ético e legal da profissão em nível nacional.

   Regulamentação Profissional: Elaborar o Código de Ética dos Profissionais de Enfermagem e aplicar penalidades (como advertências, multas, suspensão ou cassação do exercício profissional) em casos de infrações.

   Gestão dos Corens: Apreciar, em grau de recurso, as decisões dos Corens e aprovar anualmente suas contas e propostas orçamentárias.

   Aperfeiçoamento: Promover estudos e campanhas para o aperfeiçoamento profissional, zelando pelo bom conceito da profissão.

   Emissão de Documentos: Definir o modelo da carteira profissional, que é emitida pelos Corens, e aprovar o valor das anuidades. 

   O Cofen tem um papel fundamental na segurança e qualidade do cuidado prestado à população, garantindo que os profissionais de enfermagem atuem dentro dos padrões éticos e legais estabelecidos.  (IA)