Assim, o Banco Master, de Daniel Vorcaro,
cresceu até despencar e ser liquidado.
Relembrando…
O ex-banqueiro foi preso em março sob suspeita de comandar um esquema de fraudes e ameaças. Os custos da quebra da instituição superam os R$ 50 bilhões.
Ontem, foram divulgados documentos da Receita Federal que apontam repasses milionários do Banco Master a políticos e ex-ministros.
Veja quem recebeu do ex-banqueiro:
- Henrique Meirelles (ex-presidente do Banco Central e ex-ministro da Fazenda): R$ 18,5 milhões entre 2024 e 2025; diz ter prestado consultoria até julho do ano passado.
- Guido Mantega (ex-ministro da Fazenda): R$ 14 milhões via Pollaris Consultoria no mesmo período.
- Michel Temer (ex-presidente): R$ 10 milhões ao seu escritório; ele afirma um valor menor.
- Antônio Rueda (presidente do União Brasil): R$ 6,4 milhões desde 2023 a dois escritórios; ele diz que os serviços são legais.
- ACM Neto (pré-candidato ao governo da Bahia): R$ 5,45 milhões à A&M Consultoria entre 2023 e 2024; empresa confirma serviços, mas não os valores.
- Ricardo Lewandowski (ex-ministro do STF): a Lewandowski Advocacia recebeu ao menos R$ 6,1 milhões desde novembro de 2023; ele deixou o escritório em janeiro de 2024, e afirma ter prestado consultoria.
- Fabio Wajngarten (ex-secretário de Comunicação de Bolsonaro): ao menos R$ 3,8 milhões em 2025; ele afirma que presta serviços ao banqueiro e que integra sua equipe de defesa.
- Viviane Barci de Moraes (advogada e esposa do ministro Alexandre de Moraes): valores declarados chegam a R$ 80 milhões e foram pagos entre 2024 e 2025; escritório diz que as informações estão incorretas.
Os outros gastos.
O que mais sabemos sobre o caso Master:
→ Investigação detectou indícios de que o ex-diretor de Banco Central simulou a venda de um sítio para uma empresa controlada pelo cunhado de Vorcaro.
→ Flávio Dino, do STF, pediu explicações à Prefeitura de São Paulo sobre vínculos entre concessionárias do serviço funerário na capital e o Banco Master.
→ "Fui arrastada para um lamaçal", disse a ex-namorada de Vorcado após a repercussão do caso envolvendo o empresário.
E o estreito de Hormuz?
Horas depois, porém, veio a surpresa. O presidente dos EUA recuou e aceitou uma proposta para um cessar-fogo de duas semanas. O Irã confirmou a trégua, mas disse que a guerra ainda não acabou.
E a passagem está aberta? Não totalmente. Segundo Teerã, apenas navios autorizados podem cruzar. Apesar de acordos com países como Índia e Iraque, as companhias seguem cautelosas.
Empresas acreditam que o acordo não oferece plena segurança marítima. Membros do setor estimam que 300 a 400 navios aguardam para deixar o golfo.
Por que importa mesmo? Cerca de 20% das remessas globais de petróleo e GNL (gás natural liquefeito) passam por Hormuz, o que impacta o fornecimento de combustíveis.
Mesmo que a passagem seja reaberta, a expectativa é que o fornecimento de alguns itens demore para voltar à normalidade.
O setor aéreo sofre com uma oferta reduzida de combustível de aviação. A capacidade de refino do insumo no Oriente Médio diminuiu com a guerra, o que fez o preço disparar.
O combustível é a segunda maior despesa das companhias. Representa cerca de 27% dos gastos, segundo a Iata (Associação Internacional de Transporte Aéreo).
Agricultores também temem efeitos prolongados. Um terço das exportações marítimas de fertilizantes vem da região. A ureia, amplamente usada, está 70% mais cara em relação ao período antes da guerra; a amônia, outro nitrogenado, teve um aumento de 39%.
Hormuz não é a única rota essencial. Outros pontos, se fechados, também podem pressionar preços e a inflação global.
Nivelando por cima
Diante disso, cresce a preocupação das empresas com a maneira como seus funcionários lidam com a tecnologia e com o preparo das equipes nesse cenário.
C-level em jogo. James Quincey, à frente da Coca Cola por nove anos, deixou o comando da empresa em março deste ano. Em entrevista, ele disse que a decisão está ligada à necessidade de preparar a companhia para um novo ciclo, marcado pela IA.
Segundo o ex-CEO, seu sucessor tem a energia necessária para “buscar uma transformação completamente nova da empresa”.
O brasileiro Henrique Braun assumiu o cargo no mês passado.
Movimento semelhante aconteceu no Walmart. Antes de deixar a direção da companhia, Doug McMillon afirmou que a velocidade das mudanças trazidas pela IA influenciou sua decisão de se afastar.
Tendência? Pode ser. Para as empresas, é ideal que executivos do alto escalão acompanhem ou liderem as transformações, mas nem todos conseguem se adaptar com rapidez.
“O C-level tem uma idade mais elevada do que a média, e mudanças radicais nas forma de trabalho, aliadas ao domínio de novas tecnologias, não são triviais de assimilar", disse Rafael Steinhauser, ex-CEO da Qualcomm para a América Latina.
Por enquanto, as piores previsões não se concretizaram. A produtividade no setor empresarial teve alta de 2,8% no quarto trimestre de 2025 nos EUA, segundo relatório do Bureau of Labor Statistics, divulgado em março,
Os dados mostram que houve uma alta na taxa de desemprego, mas não há um colapso. O momento é de poucas contratações e demissões, e fatores como greves e condições climáticas explicam esse aumento, segundo economistas.
E tem gente de olho na transformação. A OpenAI, dona do ChatGPT, propôs uma série de políticas para proteger os trabalhadores na era da IA, como a criação de um fundo de riqueza pública que distribuirá dinheiro aos cidadãos.
As conversas sobre políticas em torno da inteligência artificial precisam ser "tão transformadoras" quanto a própria tecnologia, afirmou Chris Lehane, diretor global de assuntos governamentais da companhia.
O que mais você precisa saber
- Haddad vira aposta do mercado financeiro para substituir Lula na eleição. Integrantes do PT discutiram a possibilidade de forma reservada
- BTG fecha acordo de intenção de compra do Digimais, de Edir Macedo. O banco enfrenta anos de deterioração financeira e passou por alguns reinvestimentos.
- Justiça suspende imposto de 12% sobre exportação de petróleo. O imposto foi criado para sustentar os R$ 10 bilhões que o governo previa gastar com a primeira subvenção sobre o diesel.
- Produção de veículos no Brasil dispara em março, diz associação. O resultado ficou acima do esperado para o período, citando ainda "boa reação" das exportações.
- Brasil teve 9 milhões de novos inadimplentes desde o fim do Desenrola. O governo agora debate a reedição de um programa voltado para endividados.

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