A operação mais recente e de grande repercussão nos Complexos do Alemão e da Penha, no Rio de Janeiro, é a "Operação Contenção" que ocorreu no dia 28 de outubro de 2025.
Essa ação foi noticiada como a mais letal da história do estado do Rio de Janeiro e gerou um dia de caos e intenso debate sobre a segurança pública no Brasil. Abaixo estão os detalhes:
Objetivos da Operação
Nome: Operação Contenção.
Forças Envolvidas:
Cerca de 2.500 agentes das forças de segurança estaduais (Polícia Civil, Polícia Militar, BOPE, CORE, etc.). Foi classificada pelo governo como a maior operação de segurança dos últimos 15 anos no estado.
Alvo Principal:
A facção criminosa Comando Vermelho (CV).
Motivação:
Capturar lideranças criminosas que atuam no Rio e em outros estados.
Combater a expansão territorial do CV nos complexos e áreas adjacentes.
Cumprir mandados de prisão e de busca e apreensão resultantes de mais de um ano de investigação.
Meios Utilizados:
A operação contou com suporte logístico e tecnológico que incluiu drones, helicópteros, blindados e veículos de demolição.
Balanço e Letalidade:
O número de vítimas e prisões foi extremamente alto, mas os números finais variam conforme as fontes e atualizações. Os dados preliminares mais noticiados indicam:
Mortes:
O número de mortos na operação foi reportado como 64 a 130, dependendo da contagem oficial e das denúncias de moradores (que retiraram corpos da mata).
Entre as vítimas estavam 4 policiais (dois civis e dois militares do BOPE).
O número de mortes de civis/suspeitos chegou a ser considerado o maior de todas as operações policiais na história do Rio de Janeiro, superando as operações anteriores no Jacarezinho (2021) e na Vila Cruzeiro (2022).
Apreensões e Prisões:
Mais de 81 a 100 pessoas presas.
Mais de 75 fuzis apreendidos.
Caos na Cidade e Retaliação:
A ação resultou em um dia de intenso confronto, com forte reação da facção criminosa:
Tiros e Barricadas:
Criminosos reagiram com intensos tiroteios, barricadas em chamas e, em alguns momentos, utilizaram drones para lançar explosivos contra as equipes policiais.
Serviços Afetados:
Dezenas de escolas e creches foram fechadas nas regiões do Alemão e da Penha. Clínicas da família tiveram o atendimento suspenso ou reduzido.
Transporte:
Houve desvios em diversas linhas de ônibus e, em retaliação, bandidos promoveram o sequestro e roubo de caminhões e ônibus em vias importantes, como a Linha Amarela e a Avenida Brasil. O sindicato das empresas de ônibus chegou a determinar o recolhimento da frota.
Debates e Controvérsias:
A operação rapidamente gerou reações e controvérsias:
Direitos Humanos:
Organizações de Direitos Humanos, como o Instituto Fogo Cruzado e o Geni-UFF, classificaram a ação como uma chacina e uma "matança produzida pelo Estado brasileiro", criticando a letalidade do modelo de segurança pública.
Investigação:
O Ministério Público do Estado do Rio de Janeiro (MPRJ) enviou equipes para acompanhar o desdobramento da ação, incluindo técnicos para o Instituto Médico Legal (IML) para realizar perícia própria.
Política:
O governador Cláudio Castro defendeu a ação como "combate ao narcoterrorismo" e solicitou ao Governo Federal a transferência imediata de líderes criminosos presos para presídios federais. O debate sobre a segurança do Rio de Janeiro ganhou destaque nacional e internacional.
A operação nos Complexos do Alemão e da Penha, conhecida como "Operação Contenção", resultou na apreensão de um grande arsenal. O destaque foi o número de fuzis, que superou o total de apreensões em muitas ações anteriores.
Os dados de apreensão divulgados pela Polícia Civil e Polícia Militar do Rio de Janeiro, com base nos últimos balanços, são os seguintes:
Fuzis: Entre 93 e mais de 100;
Pistolas: Pelo menos 1
Motos: Pelo menos 9
Outros Armamentos;
Munições de uso restrito, granadas e explosivos.
Drogas:
Grande quantidade (peso ainda em contabilização).
Detalhes do Armamento:
Embora o tipo exato (modelo) de cada fuzil nem sempre seja detalhado nos balanços iniciais, as autoridades de segurança pública ressaltaram que:
Armamento Pesado:
O material apreendido é classificado como armamento pesado e munição de uso restrito das Forças Armadas, indicando o alto poder bélico da facção criminosa.
Tecnologia de Guerra:
Além dos fuzis, os criminosos utilizaram drones adaptados com lançadores de bombas, evidenciando o uso de "tecnologia de guerra" na retaliação contra a polícia, segundo o Governo do Rio de Janeiro.
Comparativo:
A apreensão de mais de 90 fuzis em um único dia é considerada um marco, sendo um número superior ao total apreendido em muitos meses de operações conjuntas.
Em resumo, a apreensão de mais de 90 fuzis, além de explosivos e granadas, é o principal dado que comprova a intensa capacidade bélica do crime organizado na região.

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