sexta-feira, 31 de outubro de 2025

31out2025 - Governadores do Sul, Sudeste e Centro-Oeste anunciaram a criação de um “consórcio da paz”.

A operação da polícia do Rio contra o Comando Vermelho nesta semana chamou a atenção e dividiu opiniões, não só pelo número recorde de mortos, mas pelo armamento apreendido. 

A polícia apreendeu 91 fuzis, elevando para 686 o número de apreensões desse tipo de arma no estado apenas este ano, outro recorde sombrio. Ouvindo especialistas, mergulhamos nos números, traçando um panorama do tráfico de armas no Brasil e da capacidade bélica do crime organizado, que já usa até drones nos confrontos, esses novos e versáteis aparelhos convertidos em armas estão fazendo a diferença, até nos confrontos entre polícia e bandidos, como aconteceu no confronto no Rio de Janeiro. 

Dois dias depois da operação policial mais letal da história do Brasil, o governador do Rio, Cláudio Castro (PL), anunciou a criação de um “consórcio da paz” com governadores do Sul, Sudeste e Centro-Oeste. A iniciativa, apresentada no Palácio Guanabara, busca, segundo os governadores, integrar ações e compartilhar estrutura entre estados no combate ao crime organizado. 

O encontro, marcado por críticas ao governo Lula (PT) e à PEC da Segurança Pública, reuniu Romeu Zema (Novo-MG), Ronaldo Caiado (União-GO), Jorginho Mello (PL-SC), Eduardo Riedel (PP-MS) e a vice-governadora do DF, Celina Leão (PP). Tarcísio de Freitas (Republicanos-SP) participou por vídeo; Ratinho Jr. (PSD-PR) alegou compromissos e não compareceu. 

Castro afirmou que o consórcio terá sede no Rio e funcionará com compartilhament
o de inteligência, equipamentos e efetivos. O governador associou a iniciativa a uma defesa da “autonomia dos estados” e criticou normas federais que regulam o uso da força policial. 

Governadores aliados aproveitaram o encontro para criticar o governo federal e defender atuação mais dura contra facções. Caiado associou o avanço do crime organizado no Rio à ADPF das Favelas, decisão do STF que restringiu operações policiais na pandemia, e classificou a Proposta de Emenda à Constituição (PEC) da Segurança Pública como tentativa da União de retirar poder dos estados. (Globo)

A despeito da ação dos governadores, o presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB), afirmou que a PEC da Segurança Pública deve ser votada na comissão especial no início de dezembro. Segundo ele, o relator apresentou um cronograma prevendo a conclusão das audiências públicas e a apreciação do texto na primeira semana do mês. 

A megaoperação no Rio, que deixou mais de 100 mortos nesta semana, reacendeu o debate sobre a proposta. O relator, Mendonça Filho (União Brasil-PE), afirmou que não há entraves e que deve apresentar uma nova versão do texto na segunda quinzena de novembro. Aprovada na CCJ em julho, a PEC é uma das prioridades do ministro Lewandowski e do governo Lula. (Metrópoles)

Integrantes do Executivo intensificaram a campanha em prol da PEC como uma das principais ações para combater o avanço das facções criminosas no país. Desde que foi formulada pela gestão de Lewandowski, há mais de 18 meses, a PEC superou divergências dentro do próprio governo, mas segue combatida pela oposição. (Globo)

“A união dos governadores na pauta da segurança pública deu fôlego à direita e é motivo de preocupação para o Planalto. A operação policial no Rio reorganiza o grupo político para 2026 e consegue tirar foco de Jair Bolsonaro”. (Roseann Kennedy - Estadão)

As forças de segurança do Rio de Janeiro tinham conhecimento de que a Operação Contenção, que acabou como a mais letal da história do Rio, tinha sido vazada quatro horas antes do início da incursão nos complexos do Alemão e da Penha, na Zona Norte. 

É o que mostra um documento obtido pela Folha. Um registro de ocorrência produzido pelos agentes relata que cerca de 20 homens em motos entraram em confronto com policiais militares em um dos acessos dos conglomerados de favela por volta de 1h de terça. Dois deles foram baleados e encaminhados ao hospital, onde morreram. 

Antes, os dois teriam se identificado como chefes do Comando Vermelho no Espírito Santo e afirmado aos PMs que estavam fugindo, ao saberem que haveria a operação. Em entrevista, o secretário da Segurança Pública do Rio de Janeiro, Victor Santos, negou que houve vazamento. (Folha)

Um vídeo de drone gravado pela polícia mostra o momento em que criminosos fortemente armados se reuniam no alto do Complexo da Penha, antes de fugirem pela mata. As imagens registram 23 homens armados, alguns com roupas camufladas ou com uniformes semelhantes aos dos agentes, o que dificulta a identificação. 

Em outro momento é possível ver 83 criminosos armados fugindo. A investigação aponta que chefes do tráfico de outros estados, como Goiás, Espírito Santo, Bahia, Ceará, Amazonas e Pará, estão entre os integrantes do CV flagrados pela câmera. 

A investigação que levou à ação da polícia também usou vídeos e mensagens interceptados de aplicativos detalhando a atuação do CV nas comunidades. Além da hierarquia da facção, o material traz ordens para torturas de rivais e moradores e favorecimento a policiais. (g1)

O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), vai ao Rio na próxima segunda-feira para se reunir pessoalmente com o governador Cláudio Castro sobre a operação da polícia. A visita ocorre no âmbito da ADPF das Favelas, ação do STF que acompanha a letalidade policial no estado. A expectativa no STF é que a viagem sirva para cobrar o cumprimento das diretrizes já fixadas pela Corte para operações policiais no Rio, além de avaliar eventuais medidas adicionais. 

O ministro quer que o governo estadual apresente informações completas sobre a ação, como a justificativa formal para o uso da força, o número de agentes mobilizados, os armamentos utilizados e o total de mortos, feridos e detidos. Moraes também requereu detalhes sobre perícia, uso de câmeras corporais, assistência às vítimas e medidas de responsabilização por abusos. (Globo)

O ministro da Justiça, Ricardo Lewandowski, disse que o governo federal vai enviar peritos da Polícia Federal para auxiliar o IML carioca na necropsia dos mais de 120 mortos na operação policial nos complexos do Alemão e da Penha. 

Lewandowski classificou como o primeiro “resultado concreto” do escritório emergencial criado pelo governo federal e pelo governo do Rio. “Vamos enviar 20 peritos da Polícia Federal especializados não só em necropsias, mas também em balística e exames de DNA”, afirmou o ministro. “Já falei com o governador Cláudio Castro, e esse contingente será enviado imediatamente. Há profissionais da PF no Rio que vão se apresentar, e o secretário de Segurança Pública está formalizando o pedido. Esse já é um primeiro resultado.” Além dos peritos da PF, Lewandowski disse que a Força Nacional deverá enviar de 10 a 20 especialistas adicionais, conforme a demanda. (g1)

Em reunião com familiares dos mortos na operação e representantes das comunidades, a ministra dos Direitos Humanos, Macaé Evaristo, prometeu que o governo federal vai encomendar uma perícia independente para apurar os óbitos. 

A ministra afirma que “a perícia no local está muito prejudicada” e classifica a ação policial como “um fracasso, uma tragédia, um horror inominável”. Macaé afirma que o combate ao crime organizado deve começar pela cúpula. “Não adianta chegar em nossas comunidades expondo crianças, pessoas idosas e com deficiência a esse pavor”, conclui. (Poder360)

Já o deputado federal e pastor Otoni de Paula (MDB-RJ) acusou o governador Cláudio Castro (PL-RJ) de ter autorizado execuções na operação policial realizada na terça-feira nos complexos da Penha e do Alemão. Segundo Otoni, os policiais agiram com “liberdade para executar”, amparados por uma suposta orientação do governo estadual. 

Ele classificou a estratégia de levar confrontos para a mata da Serra da Misericórdia como “muro da morte”. E o líder do Comando Vermelho, Marcinho VP, recorreu ao STF para tentar liberar uma entrevista ao jornalista Roberto Cabrini, da Record. 

A Justiça Federal de Campo Grande havia negado o pedido, alegando risco de sensacionalismo e falta de interesse público. A defesa de VP argumenta censura prévia. O caso será analisado pelo ministro Flávio Dino, que recebeu pedido de urgência. (Folha)

quinta-feira, 30 de outubro de 2025

30out2025 - Rock do Terceirão em Pocrane

   A Polícia Militar de Minas Gerais, por meio do 62º Batalhão, recebeu informações sobre a realização de uma festa denominada “Rock do Terceirão”,
em uma residência localizada no centro da cidade de Pocrane.
   Segundo as denúncias, o evento contaria com grande número de participantes e possíveis práticas irregulares no local.

   De imediato, a equipe policial deslocou-se até o endereço informado, onde encontrou o organizador do evento acompanhado de seu pai, realizando a montagem do som.

   Com a devida autorização, foram realizadas buscas no imóvel, sendo encontradas apenas bebidas alcoólicas. Em seguida, a guarnição foi até a residência do organizador, a pedido do pai, onde realizou nova verificação.
   Durante a ação, foram localizados materiais de interesse policial, possivelmente relacionados a práticas ilícitas.

   Diante dos fatos, o indivíduo de 34 anos recebeu voz de prisão e foi apresentado à Delegacia de Polícia Civil em Caratinga.

Vários materiais utilizados na preparação e fracionamento de substâncias foram apreendidos:
• Balança de precisão • Comprimidos • Cartões • Tesoura • Dichavador • Aparelho celular • Garrafa de bebida • Pacotes de papel • Pote utilizado no preparo dos materiais. (Luciano L. Barros)

30out2025 - Chefe de gabinete deixa cargo na Prefeitura de Caratinga

   Pedro Henrique Barros anunciou na quarta-feira, dia 29, seu desligamento do cargo de Chefe de Gabinete da Prefeitura de Caratinga. Ele ocupava a função desde fevereiro deste ano e afirmou deixar o posto para retomar sua carreira profissional, que agora exigirá dedicação integral.

“Com um misto de gratidão e satisfação, comunico o meu desligamento do cargo de Chefe de Gabinete da Prefeitura de Caratinga, que ocupei com dedicação desde fevereiro deste ano.

   Gostaria de expressar o meu mais profundo agradecimento ao Prefeito Dr. Giovanni Corrêa pela confiança depositada em meu trabalho. Foi uma honra fazer parte de sua gestão e contribuir, mesmo que por um breve período, com os esforços e projetos em prol do desenvolvimento de Caratinga.

   Aproveito para agradecer imensamente a toda a equipe da Prefeitura – servidores, secretários e colaboradores.

   O companheirismo, a dedicação e o profissionalismo de todos foram fundamentais e tornaram essa experiência inestimável.

   Minha saída se dá em virtude do meu retorno e seguimento na minha carreira profissional que agora exige minha dedicação integral.

   Parto com a certeza de ter cumprido a missão com empenho e levo comigo o aprendizado e a experiência adquirida no serviço público.

   Desejo sucesso contínuo à gestão do Dr. Giovanni e a todos os que fazem a administração municipal. (a) Pedro Henrique Barros”

30out2025 - Rio e União criam força-tarefa contra facções


O que parecia ser apenas mais um capítulo brutal da crescente violência do Rio de Janeiro se transformou em um momento histórico da brutalidade policial no Brasil. 

Quando o dia nasceu, mais corpos começaram a ser retirados das regiões de mata no entorno dos complexos do Alemão e da Penha, áreas da Zona Norte carioca controladas pelo Comando Vermelho.  Ao final da manhã, dezenas de cadáveres aguardavam, enfileirados, para serem recolhidos ao Instituto Médico Legal do Rio de Janeiro. 

Quando a noite finalmente caiu sobre a Baía da Guanabara já se contavam 121 mortes, incluindo quatro agentes que participaram da mais violenta operação policial da história do Brasil. 


Até essa semana, policiais só haviam matado mais no Massacre do Carandiru, quando 111 homens foram mortos em uma operação policial no antigo presídio da região Norte de São Paulo, em 1992. 

Os números, no entanto, não são definitivos e não há ainda dados concretos que comprovem que as vítimas eram, de fato, criminosos, de acordo com a defensoria pública do Rio. A estimativa é de que o número de vítimas pode passar de 130 pessoas. (UOL)

Independentemente do choque causado pela matança na Zona Norte carioca e das denúncias de abusos policiais desta terça-feira, o governador do Rio, Cláudio Castro, comemorou o resultado obtido pela operação que deixou 119 pessoas mortas. 

“De vítimas lá só tivemos os policiais”, disse o governador, eleito na esteira da onda bolsonarista de 2018 que pregava uma ação mais violenta contra os criminosos das favelas cariocas. 


Castro deu a declaração em um encontro com governadores de direita por videoconferência. Entre eles estavam os governadores de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos); Minas Gerais, Romeu Zema (Novo); Goiás, Ronaldo Caiado (União Brasil); Santa Catarina, Jorginho Mello (PL); e Mato Grosso, Mauro Mendes (União Brasil). (Globo)


Ainda sem saber exatamente como reagir, o governo federal enviou o ministro da Justiça, Ricardo Lewandowski, para se encontrar com Claudio Castro. Depois de uma reunião no Palácio Guanabara, Lewandowski e Castro anunciaram a criação de um Escritório Emergencial de Combate ao Crime Organizado no estado. 

O núcleo será coordenado pelo secretário de Segurança, Victor Santos, e terá atuação conjunta entre forças estaduais e federais. O encontro discutiu ações contra o Comando Vermelho, além do uso do termo “narcoterrorismo” pelo governo fluminense e da possibilidade de solicitar uma operação de Garantia da Lei e da Ordem (GLO) — algo que Castro disse não considerar necessário no momento. 

“O objetivo é tomar decisões rápidas, sem criar uma estrutura burocrática, até que a crise seja superada”, disse o ministro. Ele afirmou também que o escritório servirá como um embrião da PEC da Segurança Pública, que ainda será votada no Congresso. (g1)


O secretário de Polícia Militar, Marcelo Menezes, explicou que a megaoperação foi planejada com análise de informações de inteligência e de cenários por 60 dias. 

Os agentes utilizaram como estratégia a tática chamada de “muro do Bope”, no qual policiais entraram por outras áreas das favelas para cercar os traficantes e empurrá-los em direção à mata, uma conhecida rota de fuga. 

O objetivo, segundo ele, era levar o confronto para áreas desabitadas, evitando mortes de inocentes, ciente de que “a alta letalidade era previsível, mas não desejada”. (g1)

Mesmo assim, o ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), determinou que o governador do Rio de Janeiro, Cláudio Castro, apresente informações detalhadas sobre a operação policial desta terça-feira nos complexos do Alemão e da Penha. 

Moraes assumiu a relatoria do caso de forma interina, já que o processo, anteriormente conduzido por Luís Roberto Barroso, está temporariamente sem relator. 

A ordem foi expedida no contexto da ADPF 635, conhecida como ADPF das Favelas, que trata da letalidade policial no Rio de Janeiro. Embora o STF já tenha reconhecido parte do plano estadual de redução de mortes em ações policiais, a Corte impôs uma série de medidas estruturais e permanentes ao governo fluminense para controle da violência policial. (Estadão)

Já o diretor-geral da Polícia Federal, Andrei Passos Rodrigues, admitiu na quarta-feira que a PM do Rio consultou a corporação sobre a possibilidade dos federais participarem da operação, mas a avaliação foi que não caberia a entrada da PF. 

“A partir da análise do planejamento operacional, nossa equipe entendeu que não era uma operação razoável para que a gente participasse”, afirmou. 

O presidente Lula ficou irritado com a declaração de Rodrigues, mas decidiu não se pronunciar sobre a operação policial no Rio para evitar acirrar a disputa política e porque, como informa Vera Magalhães, pesquisas internas apontam apoio popular à ação da polícia. (Globo)

A Polícia Civil vai investigar os moradores que removeram os corpos da mata pelo crime de fraude processual. Além das mortes, dez menores foram apreendidos e 113 suspeitos foram presos, incluindo Thiago do Nascimento Mendes, o Belão, apontado como o operador financeiro do Comando Vermelho no Complexo da Penha e braço direito de um dos chefes da facção. (CNN Brasil)

Em resposta às barricadas e interdições provocadas em diversas vias da cidade após a matança no Alemão e na Penha, dez integrantes da cúpula do Comando Vermelho, que estavam presos em Bangu 3, foram transferidos para um presídio de segurança máxima do estado, em Bangu 1. 


Eles são apontados como responsáveis por comandar, de dentro das cadeias, a retaliação sobre a operação policial. A transferência é provisória, até que os criminosos sejam levados para presídios federais. (g1)

BOPE... “Ninguém vai parar a gente" ... O Bope divulgou um vídeo destacando os bastidores da megaoperação nos Complexos da Penha e do Alemão, no Rio de Janeiro. A ação, considerada a mais letal da história da capital, deixou 121 mortos, sendo quatro policiais, além de 113 presos e 118 armas apreendidas.


No vídeo, um agente afirma que a operação foi baseada em inteligência e investigação, com o objetivo de desarticular o Comando Vermelho. “Ninguém vai parar a gente”, declarou.

O material também presta homenagem aos policiais mortos, descritos como “a última barreira entre o bem e o mal”. O governador Cláudio Castro anunciou promoção póstuma aos agentes.

A operação mobilizou 2.500 policiais e teve como alvo o traficante Doca, investigado por mais de 100 assassinatos. Mais de uma tonelada de drogas também foi apreendida.

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quarta-feira, 29 de outubro de 2025

29out2025 - Rio de mortes, caos e briga política

Até para o Rio de Janeiro, tão acostumado com a violência cotidiana que volta e meia faz lembrar uma guerra, a operação policial desta terça-feira, dia 28,  contra o Comando Vermelho foi um choque. Nunca na história a entrada da polícia nas favelas deixou tantos mortos e nunca a reação do crime organizado atingiu tantos pontos da cidade ao mesmo tempo. 

Ao todo, 64 pessoas foram mortas, outras 80 estão presas. Pelo menos quatro policiais perderam a vida nos confrontos. Diversas pessoas foram baleadas em meio aos confrontos, sendo 15 policiais e ao menos três moradores. 

A ação, resultado de um ano de investigações de acordo com as forças de segurança do Rio, mobilizou 2.500 agentes, além do Ministério Público, que, oficialmente, cumpriam mandados de busca e apreensão, visando desarticular lideranças do Comando Vermelho (CV) nos complexos da Penha e do Alemão. Em resposta, os criminosos utilizaram drones para atacar a megaoperação. Mais de cem linhas de ônibus tiveram itinerários alterados, vias expressas foram interditadas e aulas foram canceladas por conta da violência. (UOL)

A Operação Contenção apreendeu 96 fuzis, segundo balanço parcial das autoridades, chegando à marca de 686 em 2025, um novo recorde anual no estado. Na semana passada, o Instituto de Segurança Pública (ISP) já havia registrado a marca de 593 fuzis apreendidos entre janeiro e setembro deste ano, o maior número da série histórica do ISP, iniciada em 2007. (g1)

Cálculos do Grupo de Estudos dos Novos Ilegalismos da Universidade Federal Fluminense (Geni/UFF), apontam que a megaoperação na Zona Norte do Rio foi a mais letal do estado até hoje, superando uma operação no Jacarezinho, em maio de 2021, que causou 28 óbitos. Aliás, os morros da Penha e do Alemão são os mais afetados por ações mortais da polícia. Em 2022, duas operações mataram 23 pessoas na Penha, em maio, e outras 17 no Alemão em julho, além de outras 19 em junho de 2007. (CNN Brasil)

A ação policial se assemelha a uma guerra civil até na tática. Além de drones e ambulâncias do grupamento de Salvamento e Resgate, os agentes contavam com 32 blindados terrestres e 12 veículos de demolição. Já os traficantes usaram drones para lançar granadas contra equipes das forças especiais da Core e do Bope, além de armamento pesado, como fuzis.  (Globo)

Enquanto os corpos ainda estavam sendo recolhidos das ruas e vielas das favelas da Zona Norte, uma outra guerra se desenrolava entre o Palácio das Laranjeiras, sede do governo do Rio, e o Palácio do Planalto.   

De acordo com Castro, Brasília não quis apoiar a operação ao se negar a enviar blindados para apoiar a invasão das áreas comandadas pelo CV. Desmentido tanto pelo Ministério da Defesa quanto pelo Ministério da Justiça, o governador alegou ter sido mal interpretado. Em telefonema para a ministra das Relações Institucionais, Gleisi Hoffmann, Castro disse que não disse o que disse na coletiva de imprensa. “Gleisi, quem está falando isso não ouviu minha fala”, disse ele à ministra. (Globo)

O ministro da Justiça, Ricardo Lewandowski, fez as críticas mais intensas a Cláudio Castro. De acordo com o ministro, Castro deve tomar uma posição concreta sobre suas responsabilidades. “Se ele sentir que não tem condições, ele tem que jogar a toalha e pedir GLO ou intervenção federal”, afirmou o ministro. Em ambos os casos, o Rio passaria por uma intervenção federal, como ocorreu sob o governo Michel Temer, quando o general Braga Netto (hoje preso) assumiu a segurança do Rio em 2018. (Folha)

Depois dos bate-bocas virtuais o governo federal decidiu agir de forma institucional enviando uma comitiva até o Rio para discutir a questão da segurança. A decisão foi tomada após uma reunião de aproximadamente duas horas no Palácio do Planalto, convocada pelo presidente em exercício, Geraldo Alckmin. A delegação deve incluir Lewandowski; o ministro-chefe da Casa Civil, Rui Costa; e o diretor-executivo da Polícia Federal, William Marcel Murad. O Palácio do Planalto pretende estabelecer linhas de atuação conjunta e formular uma resposta política e operacional para a atual crise na segurança fluminense. Integrantes do governo avaliam ainda que o cenário pode fortalecer o debate da PEC da Segurança no Congresso. (CNN Brasil)

Comentário:
“A violência no Rio parece uma chuva de verão. Quando engrossa, as pessoas evitam sair de casa para não ficarem presas num alagamento, mas depois a vida volta ao normal. Pouca gente faz de conta que se importa com a parte esquecida pela sociedade, aquela que mais sofre com o abandono e a insegurança. Todos à espera de que a chuva passe, os corpos sejam recolhidos e o sangue seque”. (Mariliz Pereira Jorge - Folha)

Um dos criminosos que deve ser transferido para o sistema prisional federal é Arnaldo da Silva Dias, o Naldinho, apontado em investigações como membro do Conselho Permanente do Comando Vermelho (CV) e um dos responsáveis por ordenar, de dentro da cadeia, a retaliação contra policiais durante a megaoperação nos complexos do Alemão e da Penha.

Naldinho está na lista de nomes que o governador Cláudio Castro (PL) encaminhou ao governo federal para transferência ao sistema prisional federal. A solicitação foi feita após dois relatórios da Polícia Civil e da Polícia Militar apontarem que ele articulou a retaliação contra policiais depois da megaoperação nos complexos do Alemão e da Penha. O governo Lula atendeu o pedido.

Ele foi considerado braço-direto de Fernandinho Beira-Mar e tem relações com Edgard Alves de Andrade, o Doca da Penha, apontado como o principal líder do Comando Vermelho em liberdade no Rio de Janeiro.

O criminoso tentou deixar a prisão em 2021 de uma forma ousada: integrantes do CV enviaram ao Presídio Gabriel Ferreira Castilho um alvará de soltura falso, supostamente assinado por um juiz do Rio de Janeiro, por meio de um e-mail não institucional. O documento determinava a libertação imediata do criminoso.

Agentes penitenciários, no entanto, desconfiaram da autenticidade do alvará e confirmaram que se tratava de uma falsificação. Diante disso, Naldinho permaneceu preso em Bangu 3, onde se encontra hoje aguardando transferência.

O nome do criminoso também aparece em investigações da Polícia Federal (PF). Na mais recente, os investigadores interceptaram mensagens em que Naldinho determinava uma “trégua” durante a reunião do G20, realizada no Rio de Janeiro no ano passado. (Fonte: Metrópoles)

Moradores do Complexo da Penha, na Zona Norte do Rio de Janeiro, levaram pelo menos 64 corpos para a Praça São Lucas, na Estrada José Rucas, uma das principais da região, ao longo da madrugada desta quarta-feira (29), o dia seguinte à operação mais letal da história do RJ.

Desde terça (28), já são 128 mortes. O governo tinha informado que, dos 64 mortos divulgados no último balanço oficial, 60 são criminosos e 4 policiais civis e militares. Os corpos levados à praça não constavam dos números oficiais, informou o secretário da PM, coronel Marcelo de Menezes Nogueira, nesta quarta.

Os narcotraficantes e seus auxiliares no Rio de Janeiro estão encenando uma situação para divulgar na mídia que foram vítimas de um ataque da polícia. Eles cortam calças camufladas, tentando se passar por trabalhadores inocentes. Curiosamente, eles registram tudo, evidenciando a tentativa de manipulação. 

Heróis do RJ:
O Rio de Janeiro vive a maior guerra de sua história. Uma guerra contra o crime, contra o narcotráfico, contra o medo. E, mais uma vez, quem esteve na linha de frente foram nossos verdadeiros heróis: as Polícias Militar e  Civil.

A operação de ontem foi uma das maiores dos últimos tempos. Centenas de criminosos foram presos e neutralizados, fuzis apreendidos. Mas o preço da coragem foi alto: quatro policiais perderam suas vidas em defesa do povo do Rio. Eles não recuaram. Eles sabiam o risco, e mesmo assim enfrentaram o mal de frente, para garantir que o cidadão de bem possa viver em paz.

A PM e a Polícia Civil são as nossas forças armadas dentro do Estado. São eles que nos protegem de uma guerra civil. São nossos heróis de devem ser enaltecidos.

Muito obrigado a cada herói policial da operação de ontem,  e a todos que seguem enfrentando diariamente essa guerr4 com coragem e honra.


OS PRESOS:
Uma megaoperação das polícias Civil e Militar contra o Comando Vermelho (CV) nos complexos do Alemão e da Penha, na Zona Norte do Rio de Janeiro, resultou em pelo menos 60 mortos — entre eles quatro policiais — e 81 presos nesta terça (28). Segundo o g1, esta já é a operação policial mais letal da história do estado.

Em retaliação à operação, criminosos bloquearam importantes vias da cidade, como a Linha Amarela e a Autoestrada Grajaú-Jacarepaguá, utilizando ônibus, carretas e entulho para interditar as pistas.

O Centro de Operações e Resiliência (COR) elevou o estágio operacional da cidade para o nível 2, e a Polícia Militar colocou todo o efetivo nas ruas, suspendendo atividades administrativas para reforçar a segurança.

Metrópoles:
A Organização das Nações Unidas (ONU) afirmou na terça-feira, dia 28, estar “horrorizada” com a megaoperação policial realizada nas comunidades da Penha e do Alemão, na zona norte do Rio de Janeiro. A ação, deflagrada para combater a f4cção criminosa Comando Vermelho, deixou ao menos 64 mortos, entre eles quatro policiais, e já é considerada a operação mais letal da história do estado.

“Estamos horrorizados com a operação policial em andamento nas favelas do Rio de Janeiro, que supostamente já resultou na m0rte de mais de 60 pessoas, incluindo 4 policiais. Esta operação m0rtal reforça a tendência de consequências letais extremas das operações policiais nas comunidades marginalizadas do Brasil”, declarou o Escritório de Direitos Humanos da ONU no X (antigo Twitter).

A organização pediu que as autoridades brasileiras realizem “investigações rápidas e eficazes”, e lembrou o país de suas “obrigações sob o direito internacional dos direitos humanos”.

A ofensiva, que mobilizou 2,5 mil agentes de segurança, foi deflagrada com o objetivo de cumprir 51 mandados de prisão contra integrantes do Comando Vermelho. O foco da ação era conter o avanço territorial da f4cção e prender lideranças do tráfico de dr0gas.

Durante o confronto, criminosos reagiram com barricadas, drones, bombas e t1ros. Segundo as forças de segurança, 81 pessoas foram presas e ao menos 75 fuz1s apreendidos. O arsenal encontrado reforçou a dimensão do poder de fogo da f4cção nas áreas ocupadas.

Caiado se coloca ao lado de Claudio Castro
O governador de Goiás, Ronaldo Caiado (União Brasil), declarou que disponibilizará efetivos das forças de segurança do estado para auxiliar a Operação Contenção, em curso no Rio de Janeiro contra o Comando Vermelho.

A ofensiva, deflagrada na terça-feira (28), já registra mais de 140 mortos, incluindo quatro policiais. A declaração foi feita em vídeo divulgado nas redes sociais, em que Caiado parabeniza o governador Cláudio Castro (PL) pela condução da ação e critica a ausência de apoio federal.

Na publicação, o governador goiano classificou a operação como um marco de coragem e reafirmou solidariedade ao Rio de Janeiro. Sem detalhar como se daria a colaboração, Caiado afirmou que o apoio das forças de segurança goianas está à disposição. Segundo ele, o país enfrenta uma situação de impunidade generalizada, com facções criminosas impondo domínio armado sobre territórios urbanos, restringindo a liberdade de civis e instaurando o que chamou de “estado do crime”.

O governador também lamentou a morte dos agentes envolvidos na ação e elogiou o desempenho das tropas. Disse que, mesmo sem a proteção e a participação do governo federal, os policiais do Rio atuaram de “peito aberto, com coragem e na raça”. A fala foi feita durante compromisso com outros governadores, ocasião em que sustentou o pedido por cooperação nacional no enfrentamento ao crime organizado.  (Fonte: Conexão Política)


OUTRAS NOTÍCIAS

Política:

Aparentemente Lula vive um dos melhores momentos de imagem do seu governo - e justamente com quem menos se esperava: Donald Trump. Mas uma frase desastrosa sobre traficantes serem vítimas de usuários de drogas revela a urgência de Lula se atualizar no assunto segurança pública. E a megaoperação do Rio reforça como esse tema vai ser, de longe, o mais importante da disputa eleitoral. 

Política:
Por 52 votos a 48, o Senado dos EUA derrubou a emergência econômica nacional determinada pelo presidente Donald Trump para impor uma tarifa de 40% sobre centenas de produtos brasileiros. Somando os 10% das chamadas “tarifas recíprocas” anunciadas em abril, a sobretaxa total do Brasil chega a 50% atualmente. A decisão dos parlamentares não significa, porém, uma mudança nessas tarifas: para ter esse efeito, a resolução precisaria ser votada pela Câmara, o que não deverá acontecer. No entendimento da maioria dos senadores, o presidente Trump extrapolou seus poderes constitucionais ao sobretaxar o Brasil. (UOL)

Com o ano eleitoral à porta e precisando aprovar a Lei de Diretrizes Orçamentárias, o governo cedeu à pressão do Congresso e destravou a liberação das emendas de comissão. De acordo com o Sistema Integrado de Planejamento e Orçamento (Siop), o valor pago passou de R$ 391 milhões na sexta-feira para R$ 1,013 bilhão nesta segunda-feira - um salto de 159%. O presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB), havia cobrado pessoalmente do presidente Lula o estabelecimento de um calendário de liberação dessas emendas, diante das reclamações de parlamentares. (Globo) 

Os Estados Unidos intensificaram sua campanha militar contra embarcações acusadas de tráfico de drogas no litoral da América Central e do Sul, com novos ataques nesta que deixaram 14 mortos, informou o secretário de Defesa, Pete Hegseth. As ações, realizadas na segunda-feira em águas internacionais, elevaram para 57 o número de mortos desde setembro, quando a operação foi iniciada. Segundo autoridades militares americanas, três ataques atingiram quatro barcos no Pacífico Oriental, em rotas conhecidas do narcotráfico. O governo Trump tem deslocado progressivamente o foco das operações do Caribe — próximo à Venezuela — para o Pacífico, perto da Colômbia. O Pentágono também confirmou que bombardeiros estratégicos B-1 e B-52 voaram recentemente em espaço aéreo internacional próximo ao território venezuelano, em demonstrações de força contra o governo de Nicolás Maduro. (New York Times)

Cultura
O filme de Kleber Mendonça Filho, O Agente Secreto, recebeu duas indicações ao Gotham Film Awards, importante premiação do cinema independente nos Estados Unidos. Mendonça Filho foi nomeado na categoria de melhor roteiro original, enquanto Wagner Moura concorre a melhor ator. Uma Batalha Após a Outra, de Paul Thomas Anderson, lidera a corrida com seis indicações, apesar da polêmica em Hollywood, ao observar que a produção tem orçamento de US$ 130 milhões, muito acima do limite de US$ 35 milhões entre os concorrentes no ano passado. A cerimônia de premiação acontece no dia 1º de dezembro, em Nova York. (Globo)


Série
Os produtores de "O Eternauta" começaram a preparar uma nova série pela Netflix, baseada no romance de ficção científica The World Jones Made, de Philip K. Dick. The Future is Ours será a primeira adaptação de uma obra de Dick para o espanhol. Os cineastas brasileiros Vicente Amorim (Senna) e Daniel Rezende (O Filho de Mil Homens) se juntam ao argentino Jesús Braceras (Barrabrava) na direção. Em oito partes, a minissérie se passa na América do Sul em 2047, quando um colapso ecológico leva à criação da FedSur, uma coalizão de países sul-americanos que aplica medidas extremas para proteger a natureza e neutralizar a agitação social. (Deadline)

Secos e Molhados
A história do Secos e Molhados, que conquistou o país na década de 1970 com um visual de maquiagem e roupas ousadas para a época e canções que mesclam rock e MPB, será retratada em uma minissérie documental no Canal Brasil. A produção é dirigida pelo jornalista Miguel de Almeida, escritor do livro sobre o tema que baseia o enredo. 

Primavera nos Dentes:
A História do Secos & Molhados tem pré-estreia nesta quarta-feira na Mostra Internacional de Cinema de São Paulo, sendo exibida em episódios semanais a partir de sexta na TV. A série conta com os membros Ney Matogrosso e Gérson Conrad, mas não do guitarrista João Ricardo, principal compositor do grupo, que também proibiu a inclusão das canções que ele escreveu. (Folha)

Cotidiano Digital
O PayPal anunciou uma parceria com a OpenAI que permitirá que usuários do ChatGPT comprem produtos diretamente pela plataforma de pagamentos, conectando comerciantes ao ambiente de IA generativa. O anúncio veio junto de uma revisão para cima na previsão de lucro anual da companhia, acima do projetado por analistas, e da decisão de distribuir dividendos trimestrais pela primeira vez em 27 anos. A aposta no chamado comércio por agentes, em que inteligências artificiais atuam como assistentes de compra, é vista por analistas como um possível novo motor de crescimento. (Reuters)

Inteligência artificial
A Adobe abriu sua conferência anual Max com uma série de novidades em inteligência artificial generativa para os aplicativos do Creative Cloud. Os destaques incluem assistentes inteligentes no Photoshop e no Express, capazes de editar imagens e projetos inteiros a partir de comandos de texto, e ferramentas de áudio que criam automaticamente trilhas sonoras e narrações para vídeos. A empresa também anunciou que o recurso de Preenchimento Generativo do Photoshop agora poderá usar modelos de IA de parceiros como Google e Black Forest Labs, ampliando a diversidade nos resultados. Para produtores de conteúdo em vídeo, a Adobe lançou uma ferramenta em desenvolvimento para produção rápida de vídeos curtos, pensada para facilitar a criação de conteúdo para plataformas como o YouTube Shorts. (The Verge)

Universo Curioso
Um notável avanço tecnológico permitiu que cientistas utilizassem sinais comuns de Wi-Fi para detectar e mapear a presença humana com uma precisão surpreendente. Em vez de depender de câmeras ou sensores especializados, os pesquisadores exploram a forma como as ondas de Wi-Fi se refletem no corpo humano e nos objetos ao redor. Ao analisar esses reflexos, é possível detectar, rastrear e até reconstruir os contornos de formas e movimentos humanos — tudo isso sem contato visual direto.

O que torna essa inovação ainda mais impressionante é sua capacidade de funcionar através de paredes, móveis e outras barreiras físicas, onde os sistemas ópticos tradicionais falhariam. Isso significa que um sistema baseado em Wi-Fi pode identificar se alguém está em pé, sentado ou caminhando — mesmo em um ambiente totalmente oculto.

As aplicações potenciais são vastas: desde missões de busca e resgate, em que sobreviventes presos sob escombros poderiam ser localizados, até o monitoramento na área da saúde, permitindo que médicos acompanhem os movimentos de pacientes sem dispositivos invasivos. Também pode reforçar sistemas de segurança ao oferecer uma camada invisível de vigilância.

Em essência, o Wi-Fi do dia a dia — a mesma tecnologia usada para acessar a internet — foi transformado em uma poderosa ferramenta de detecção de movimento humano e percepção espacial, revelando como sinais invisíveis podem iluminar aquilo que os olhos humanos não conseguem ver.

O padre macumbeiro


O padre Julio Lancelotti, em atitude polêmica entre fiéis católicos, se benzeu com uma mãE de santo. O padre é adepto da esquerda no país e usa da igreja para difundir seus ideais e sua opção política e de gênero.



29out2025 - Detalhes da operação que aconteceu no Rio de Janeiro nos complexos do Alemão e da Penha









A operação mais recente e de grande repercussão nos Complexos do Alemão e da Penha, no Rio de Janeiro, é a "Operação Contenção" que ocorreu no dia 28 de outubro de 2025.

Essa ação foi noticiada como a mais letal da história do estado do Rio de Janeiro e gerou um dia de caos e intenso debate sobre a segurança pública no Brasil. Abaixo estão os detalhes:

Objetivos da Operação

Nome: Operação Contenção.

Forças Envolvidas: 
Cerca de 2.500 agentes das forças de segurança estaduais (Polícia Civil, Polícia Militar, BOPE, CORE, etc.). Foi classificada pelo governo como a maior operação de segurança dos últimos 15 anos no estado.

Alvo Principal:
A facção criminosa Comando Vermelho (CV).

Motivação:
Capturar lideranças criminosas que atuam no Rio e em outros estados.

Combater a expansão territorial do CV nos complexos e áreas adjacentes.

Cumprir mandados de prisão e de busca e apreensão resultantes de mais de um ano de investigação.

Meios Utilizados: 
A operação contou com suporte logístico e tecnológico que incluiu drones, helicópteros, blindados e veículos de demolição.

Balanço e Letalidade:
O número de vítimas e prisões foi extremamente alto, mas os números finais variam conforme as fontes e atualizações. Os dados preliminares mais noticiados indicam:

Mortes: 
O número de mortos na operação foi reportado como 64 a 130, dependendo da contagem oficial e das denúncias de moradores (que retiraram corpos da mata).

Entre as vítimas estavam 4 policiais (dois civis e dois militares do BOPE).

O número de mortes de civis/suspeitos chegou a ser considerado o maior de todas as operações policiais na história do Rio de Janeiro, superando as operações anteriores no Jacarezinho (2021) e na Vila Cruzeiro (2022).

Apreensões e Prisões:
Mais de 81 a 100 pessoas presas.
Mais de 75 fuzis apreendidos.

Caos na Cidade e Retaliação:
A ação resultou em um dia de intenso confronto, com forte reação da facção criminosa:

Tiros e Barricadas:
Criminosos reagiram com intensos tiroteios, barricadas em chamas e, em alguns momentos, utilizaram drones para lançar explosivos contra as equipes policiais.

Serviços Afetados: 
Dezenas de escolas e creches foram fechadas nas regiões do Alemão e da Penha. Clínicas da família tiveram o atendimento suspenso ou reduzido.

Transporte: 
Houve desvios em diversas linhas de ônibus e, em retaliação, bandidos promoveram o sequestro e roubo de caminhões e ônibus em vias importantes, como a Linha Amarela e a Avenida Brasil. O sindicato das empresas de ônibus chegou a determinar o recolhimento da frota.

Debates e Controvérsias:
A operação rapidamente gerou reações e controvérsias:

Direitos Humanos: 
Organizações de Direitos Humanos, como o Instituto Fogo Cruzado e o Geni-UFF, classificaram a ação como uma chacina e uma "matança produzida pelo Estado brasileiro", criticando a letalidade do modelo de segurança pública.

Investigação: 
O Ministério Público do Estado do Rio de Janeiro (MPRJ) enviou equipes para acompanhar o desdobramento da ação, incluindo técnicos para o Instituto Médico Legal (IML) para realizar perícia própria.

Política: 
O governador Cláudio Castro defendeu a ação como "combate ao narcoterrorismo" e solicitou ao Governo Federal a transferência imediata de líderes criminosos presos para presídios federais. O debate sobre a segurança do Rio de Janeiro ganhou destaque nacional e internacional.

A operação nos Complexos do Alemão e da Penha, conhecida como "Operação Contenção", resultou na apreensão de um grande arsenal. O destaque foi o número de fuzis, que superou o total de apreensões em muitas ações anteriores.

Os dados de apreensão divulgados pela Polícia Civil e Polícia Militar do Rio de Janeiro, com base nos últimos balanços, são os seguintes:
Fuzis: Entre 93 e mais de 100; 
Pistolas: Pelo menos 1
Motos: Pelo menos 9
Outros Armamentos;
Munições de uso restrito, granadas e explosivos.

Drogas:
Grande quantidade (peso ainda em contabilização).

Detalhes do Armamento: 
Embora o tipo exato (modelo) de cada fuzil nem sempre seja detalhado nos balanços iniciais, as autoridades de segurança pública ressaltaram que:

Armamento Pesado: 
O material apreendido é classificado como armamento pesado e munição de uso restrito das Forças Armadas, indicando o alto poder bélico da facção criminosa.

Tecnologia de Guerra: 
Além dos fuzis, os criminosos utilizaram drones adaptados com lançadores de bombas, evidenciando o uso de "tecnologia de guerra" na retaliação contra a polícia, segundo o Governo do Rio de Janeiro.

Comparativo:
A apreensão de mais de 90 fuzis em um único dia é considerada um marco, sendo um número superior ao total apreendido em muitos meses de operações conjuntas.

Em resumo, a apreensão de mais de 90 fuzis, além de explosivos e granadas, é o principal dado que comprova a intensa capacidade bélica do crime organizado na região.

28out2025 - Jovem de Manhumirim morre em acidente entre moto e Strada na MG-11

Um motociclista morreu após colidir de frente com uma Fiat Strada na MG 111, km 95, em Manhumirim, na madrugada de sábado, dia 25.

A vítima Geydson Aguiar da Silva, 32 anos, seguia sentido Manhumirim para Reduto e perdeu o controle direcional, vindo a colidir com a caminhonete que seguia no sentido oposto.

Segundo a Polícia Militar Rodoviária, o condutor foi socorrido pela equipe do SAMU de Manhumirim em estado grave para o Hospital César Leite, porém, não resistiu aos ferimentos e veio a óbito.

O jovem foi sepultado no domingo, dia 26. Amigos e familiares manifestaram pesar e sentimentos nas redes sociais.    (Portal Caparaó) 

terça-feira, 28 de outubro de 2025

28out2025 - Polícia Militar de Manhuaçu recupera caminhão furtado em Contagem

Na tarde de segunda-feira, dia 27, a Polícia Militar localizou em Manhuaçu um caminhão que havia sido furtado na cidade de Contagem, na Região Metropolitana de Belo Horizonte.

O veículo foi encontrado na Rua Luciana Ribeiro Pinheiro (saída de Manhuaçu para Simonésia), estacionado em um pátio próximo a uma oficina mecânica. A ação foi possível após o rastreamento via GPS indicar a localização exata.

De acordo com a PM, o caminhão estava com a placa adulterada e faltavam diversas peças, incluindo a caixa de marchas. Após checagem do número do chassi, foi confirmada a ocorrência de furto.

O veículo foi apreendido e encaminhado ao pátio credenciado do Departamento de Trânsito de Minas Gerais (Detran-MG).

28out2025 - PM apreende motocicleta e conduz condutor por manobras perigosas

   Um homem de 20 anos foi conduzido à Delegacia de Polícia Civil na noite de segunda-feira (27) após ser flagrado realizando manobras perigosas com uma motocicleta na Rua Coronel José Pedro, no Centro de Manhuaçu.

   Durante patrulhamento, equipes da Polícia Militar receberam informações sobre um condutor empinando uma motocicleta Honda CG 160, de cor prata, em via pública. Após rastreamento, o veículo foi localizado e o condutor abordado.

   O jovem confirmou ter feito a manobra no local indicado. Diante da infração de trânsito, os policiais adotaram as medidas administrativas cabíveis e a motocicleta foi removida ao pátio credenciado do Detran-MG.

   O condutor foi encaminhado à Delegacia para as providências legais.

28out2025 - PRF prende homem com mandado de prisão em aberto em Caratinga

   Na noite de domingo, dia 26, por volta das 19h, a Polícia Rodoviária Federal (PRF) prendeu um homem com mandado de prisão em aberto durante fiscalização de trânsito no km 524 da BR-116, em Caratinga.

   A equipe deu ordem de parada a um Peugeot/207, e, ao realizar consultas nos sistemas policiais, constatou que havia um mandado de prisão vigente contra o condutor.


Diante da constatação, o homem recebeu voz de prisão e foi encaminhado, ileso, à Delegacia de Polícia Civil de Caratinga, onde permanecerá à disposição da Justiça.

28out2025 - PRF apreende cerca de 343 kg de maconha em Rio Casca




   Na manhã desta terça-feira, dia 28 de outubro, a Polícia Rodoviária Federal (PRF) apreendeu cerca de 343 quilos de maconha durante fiscalização de combate ao crime no km 121 da BR-262, em Rio Casca (MG).

   Os policiais abordaram um Honda/Civic, cor prata, e, durante a fiscalização dos equipamentos obrigatórios, o condutor declarou espontaneamente que transportava entorpecentes. Ao realizar vistoria no banco traseiro e no porta-malas do veículo, a equipe localizou diversos tabletes da droga, totalizando aproximadamente 343 kg.

   O motorista informou que havia recebido a carga em Belo Horizonte (MG) e que o destino seria a cidade de Caratinga (MG).

   O homem foi preso em flagrante por tráfico de drogas, e a ocorrência foi encaminhada à Delegacia de Polícia Civil de Rio Casca para os procedimentos cabíveis.